Olá, quanto tempo! Estive de férias de final de Dezembro até essa semana, foi muito proveitosa!
Realmente precisava descansar e me desconectar de tudo... A única lamentação foi ter me desligado também da minha garota, mas sei que ela ficou muito feliz com a família dela nas festividades, assim como eu fiquei com meus parentes.
Eu estive em Porto Seguro, depois no interior de Minas Gerais e depois em Vitória/ES... E fui lendo aos poucos três livros do Osho e pensando bastante em algumas coisas.
Em meio a essa viagem, encontrei alguns amigos em Vitória, dos quais não via já a alguns anos, além de parentes, claro..
Um desses amigos me trouxe a uma reflexão muito interessante: O Quanto ele demonstra mais felicidade e liberdade do que eu.
Eu cresci muito nesse ano de 2010... Eu me estabilizei em um emprego bacana, consegui manter o estilo de vida anterior aos acréscimos de renda que tive nesse tal emprego... Mas constatei-me de um detalhe interessante que até então eu já havia sentido, notado... Mas não encarado da maneira que encarei nesse encontro com meu amigo.
Ele - peço desculpas a ele primeiramente - mas ele é nada demais, apenas um estudante, que cursa faculdade, não trabalha... Enfim, resumindo friamente, ele é um vagabundo, desculpas novamente pelo termo... Mas eu nunca havia me deparado com um estudante que simplesmente quer é sair do eixo que a Sociedade impõe às pessoas.
Ele não tem renda, apenas estuda e tem pequenas ambições de comprar guitarra, beber cerveja barata ou algo correlato enquanto eu, por outro lado, trabalho igual um jumento no cio bastante, pago a mensalidade de um carro que só adquiri pra desfrutar certos lazeres e realizar certas necessidades (compra em supermercado, ir a praia, locomoção) que sem veículo próprio em Florianópolis é uma porcaria completa, arco com a minha pós-graduação EaD, contribuo para a casa quando necessário... E travo uma luta constante contra o consumismo para frear o estilo de vida.
Mas o principal disso tudo é muito simples e pontual: O meu amigo estudante que não trabalha está muito mais feliz que eu... Mas entendam do ponto de vista que eu quero propor aqui: O Estudante ou qualquer pessoa sem vínculos firmes com o Sistema é muito mais feliz que a pessoa que está completamente mergulhada nele.
O que eu quero dizer pessoal, mais claramente, é que: O Estudante, o Investidor, o Mendigo, Os Músicos sem impacto na mídia que trabalham cantando nos bares, os malabaristas de sinais de transito, em geral, ponderando suas dificuldades e seus riscos cotidianos, são mais felizes que a massa produtiva no Sistema.
Lembrando que Buda viveu como mendigo, Lao Tzu também, Chuang Tzu igualmente... Investidores são mais fáceis de imaginar, trabalham na bolsa de valores alguns minutos diários, o trabalho de maior relevância é ler jornais e algumas análises globais... O músico que trabalha enquanto se diverte, o mesmo para os malabaristas de cruzamento.
Eu penso que todas as pessoas contêm uma essência brilhante e especial, creio que muitos filósofos mais científicos como Sócrates e Friedrich Nietzsche também acreditavam nisso, já os mais espirituosos eu não preciso citar (Lao Tzu, Chuang Tzu, Gautama Buda) já que eu utilizo a meditação e eu sei que eles acreditavam também, já que utilizaram desse caminho (com muito mais competência que eu).
Mas de que adianta você, eu e os demais termos essências brilhantes, especiais, talvez até únicas, se nós nos deixamos ser conduzidos para a escuridão do Sistema, Sociedade ou como prefere chamar?
Eu demorei a perceber o que quero para 2011, havia passado o dia 31 de Dezembro e o dia 01 de Janeiro sem saber o que desejar para 2011, mas depois do encontro com esse meu amigo e essa constatação evidente eu já decidi o que quero para mim: Criar condições para tirar o corpo do Sistema de maneira mais acelerada que originalmente pensado por mim. Afinal de contas é melhor somente os dois braços em contato com o Sistema do que ter o corpo inteiro.
De qualquer modo gostei de ter chegado a conclusão do que quero para 2011 além de manter o que consegui em 2010, é melhor demorar a querer algo do que começar o ano já querendo coisas erradas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário