quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Cultura vencendo o Sistema = Fórmula mágica?

Após o post de ontem, eu fiquei com um questionamento que considerei pertinente... Por que o grupo de países com maior média de IDHs, índices de qualidade de vida também, são de origem bárbaras? Pensem comigo, Noruega que sempre esteve em posição de topo em IDH, Islândia que também costuma revesar posições de topo de IDH ou no máximo ficar entre os 20 primeiros, Dinamarca que sempre fica entre os 20 primeiros. Curiosamente Suécia e Finlândia também têm raízes bárbaras, e também participam de elevados índices de IDH, respectivamente, um fica entre os 10 primeiros e o outro entre os 20 primeiros.
Mais curioso ainda é: A Irlanda que tem fortíssima origem Celta, também é bem colocada no ranking, costuma ficar entre os 20 primeiros.

Ranking de cada um dos citados, de IDH:
(http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_de_Desenvolvimento_Humano)
1 – Noruega
5 – Irlanda
9 – Suécia
16 – Finlândia
17 – Islândia
19 – Dinamarca

Ranking de Qualidade de vida:
(http://www.mercer.com/press-releases/quality-of-living-report-2010#Ranking_Eco_Cities)
Noruega: Cidades de Oslo está em 24.
Irlanda: Cidade de Dublin em 26.
Suécia: Cidade de Stockholm em 20.
Finlândia: Cidade de Helsink em 35.
Islândia: Não está entre os 50 primeiros.
Dinamarca: Cidade de Copenhage em 11.

São países desinteressados em causar guerras falcatruas por aí para superfaturar e lavar dinheiro com a reconstrução do país e por causa de petróleo, ou desinteressados em explorar à quase escravidão as classes trabalhadoras do país.

Mas eu me pergunto o porquê de países com uma característica em comum (zelo cultural enraizado) estarem apresentando resultados semelhantes nos indicadores.

Será que falta ao Brasil um toque ‘Vamos nos mexer e fazer essa porcaria mudar de rumo’ que deve ter sido feito diversas vezes pelos países nórdicos e pela Irlanda ao longo de décadas?

Mas ao mesmo tempo eu vejo que essas coisas estão gradativamente despertando na população brasileira... Mas ainda está tímido.

O que eu fico pensando é: Será que vale a pena ser diplomático quando a nossa casa está uma bagunça, ou vale a pena ser boçal, arregaçar as mangas e acertá-la pra depois ser diplomático? Acredito que o Sistema habituou as populações a respeitarem uma hierarquia política e esquecerem a Anarquia, esquecerem que elas podem se unir e participar de uma mudança e elas mesmas coordenarem, juntas o processo de mudança.

Esses países que citei não são super potências mundiais, não são países gigantescos ou com um monopólio que torna o mundo inteiro seu eterno cliente. Mas são países que estão aí, ensinando muitos outros (como o Brasil) sobre como é ter o patamar de elite em IDH e qualidade de vida.

Então o que me faz pensar é que a característica em comum que há entre eles faz com que as pessoas desses respectivos países tenham uma natureza Anárquica, cultura de pessoas que querem ser cidadãs, que querem exercer seus direitos e DEVERES, segundo item da cidadania que nós brasileiros somos omissos.

Talvez o brasileiro de modo geral esteja cansado de trabalhar igual um burro de carga e ainda se preocupar em exercer seus deveres de cidadão, como ir protestar falcatruas, como ir ofender as mães dos deputados na assembléia legislativa.

Dessa omissão eu também não fujo, eu trabalho de 8 a 10 horas por dia, viajo constantemente a trabalho, estudo. Mas acredito que os que tenham mais possibilidades que eu exerçam isso, se manifestem!

Quantas vezes eu leio uma notícia que me deixa indignado, realmente enraivecido, e estive disposto a ir me manifestar, mas não fui por que o arcáico aqui foi reprovado pela maioria que ainda se deixa levar pelo sentimento que o Sistema implanta: Sentimento de que tem que deixar pra lá, que tem que tocar sua vida, deixar de ler jornal, assistir noticiário e simplesmente tocar sua vida, trabalhar, etc... Que essas coisas são coisas de vagabundos que não tem o que fazer.

Pensem nisso pessoal, países que tem um elevado grau de cultura, de bárbaros valentes e violentos, até os simples indígenas chamados de celtas, hoje são países que tem IDH elevado e maioria com alguma cidade com alto nível de qualidade de vida. Outro detalhe interessante é que a maioria desses países participam da União Européia, mas os que não participam (Noruega, por exemplo) não é devido a seu governo ser contrário, mas sim por que o povo daquele país não concorda com tal coisa.


Não precisamos todos ter rios de dinheiro para que as pessoas tenham um bom nível de desenvolvimento humano e que todos tenhamos ótimos níveis de qualidade de vida! O Caminho está em outro lugar, ao menos pensemos pra qual direção ele aponta.

Não precisamos ser heróis para que as coisas melhorem, para deixarmos de trabalhar tanto e ganharmos mais. O mundo não precisa de heróis para melhorar, o mundo apenas precisa que nos manifestemos, de expormos nossas idéias e juntos chegarmos a uma solução plausível.

Abraços.

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